Nasceu
em Valença, município brasileiro do litoral do estado de S. Salvador da Bahia
há 51 anos. Lindomar Moniz dos Santos leva, o nome da sua região pelos estádios
da vida. Como bom baiano, a leveza como encara o dia a dia e o sorriso são as
suas características principais. A estatura, potência física e qualidade
técnica do médio defensivo chamaram à atenção do Sr. Jordão na edição 1997 – 98
da Copa Nordeste com a camisola do Miguelense de S. Miguel Alagoas, mas foi no
Galícia da região baiana que se profissionalizou e, lhe permitiu a deslocação à
Ilha da Madeira para treinar à experiência na AD Camacha, onde acabaria por se
estrear no futebol português na época 2000/01.
É
curioso, que até chegar a Espinho fez duas temporadas em cada clube. AD
Camacha, GD Chaves e SC Dragões Sandinenses.
Do
belo arquipélago madeirense ao frio de Trás os Montes para representar os
flavienses ou em Sandim, no interior de Gaia para ser mais um dragão a lutar
pelo emblema do Estádio do Tourão, que em algumas ocasiões esteve perto da
subida aos campeonatos profissionais e registou boas prestações na Taça de
Portugal.
Espinho,
futebol, praia da baía e futevolei. O cenário perfeito para Valença. Conquistou
a massa adepta “desnorteada”, apaixonada e intensa no apoio aos Tigres da Costa
Verde.
Foram
seis temporadas enquanto jogador, uma nos veteranos e muitas outras como
treinador nos escalões de formação.
Partilhou
o balneário com craques que pontificaram nos relvados nacionais e
internacionais e assistiu de perto ao despontar de muitos outros. Entre eles,
Diogo Valente (Boavista FC e FC Porto), João Alves (Sporting
CP, Vitória SC e SC Braga), Mário Felgueiras (SC Braga, Vitória FC) e
Fábio Espinho (Boavista FC, Moreirense FC e Leixões SC). Teve ainda
como companheiros de cabine, Rosário, Jorge Neves, Lino, Rui Gregório, Ricardo
Chaves, Manduca, Tó Ferreira, Tony “Careca”, Arrieta, Peu, kasongo,
Jorge Silva, Schuster, Figueiredo, Paulo Vida, Ivo Damas, Mingote, Joca, Hugo
Moreira, Pedras, Rui Ferreira, Poulson, Rui Rainho, Joel Alves, Carlos Manuel,
Bakero, Marco Abreu, Ricardo Barros, Marco Gonçalves, Bertinho, Paulo Monteiro,
Vítor Silva, Nuno Capela, Marco Aurélio e Guerra.
Quanto
a treinadores. Professor Moniz Pereira, Leonardo Jardim, Rogério Gonçalves,
José Alberto Costa, Manuel Correia, Joaquim Teixeira, Armando Santos, Filipe
Moreira, Amândio Barreiras, Vítor Pereira, Pedro Barny, Lino Pedrosa, Flávio
das Neves, Pedro Martins, Rui Ferreira, Filipe Rocha “Filó” e
Fernando Valente são alguns dos nomes que o orientaram ao longo 12 épocas no
futebol português, 326 jogos disputados e 12 golos de sua autoria.
Recentemente
voltou a migrar. Do distrito de Aveiro para o de Viseu. Em Resende no grupo
desportivo local continua a orientar e a inspirar jovens futebolistas.
É
para o Futebol Português Online uma grande honra receber, em discurso diretor
na sua publicação 2000 o Rei da Resenha.
Bem-vindo
Valença e Muito Obrigado por nos Prestigiar com a sua Participação.
Valença
em Discurso Direto ao FPO
“Estive
em destaque na copa do Nordeste em 1997 – 98 pelo Miguelense de S. Miguel de
Alagoas. O Sr. Jordão, que estava de férias em Pernambuco assistiu a um jogo
meu e entrou em contacto com o presidente do Galícia, que permitiu que fosse à
Madeira prestar provas na AD Camacha.”
“Fui
muito bem acolhido quando cheguei à Ilha da Madeira. Percebi que estava bem
acompanhado e, com boas condições para me focar no futebol.”
“Estive
dois anos na Camacha e fiz duas boas temporadas. Para além dos bons momentos
desportivos que lá passei recordo, a forma carinhosa como fui tratado pelos
adeptos da Camacha e madeirenses no geral.”
“Aconteceu
em Portugal o mesmo que aconteceu no Brasil. As boas exibições começaram a chamar
à atenção de alguns clubes, mas já tinha dado a minha palavra ao presidente do
GD Chaves.”
“Em
Chaves dei continuidade às boas exibições. Realizei muitos jogos em equipas com
jogadores muito experientes e com jovens a crer aparecer com o sonho de chegar
a outros patamares.”
“Sentia-me
muito bem em Chaves. Adorava os adeptos e o povo flaviense. Pessoas acolhedoras
de bom trato que se preocupavam comigo e estavam sempre disponíveis para me
ajudar.”
“Vou
para Sandim pelas condições que me ofereceram. Os adeptos abraçaram-me e os
sandinenses também.”
“Espinho
é amor e amizade. Tenho a Cidade de Espinho e o SC Espinho no coração.”
“Vítor
Pereira é o responsável da minha ida para o SC Espinho. O mister tinha-me visto
jogar e pediu a minha contratação.”
“Pela
sua forma de estar e, pela forma como transmitia as suas ideias aos jogadores
percebi logo que Vítor Pereira ia ser um treinador topo.”
“Defrontei
jogadores com muita qualidade mas destaco Cajú e Ricardo Nascimento como os
mais difíceis que tive de marcar. O Cajú era rápido nas suas acções, um segundo
avançado móvel tecnicamente muito bom, enquanto o Ricardo Nascimento era um génio.
Antes da bola lhe chegar aos pés já sabia o que ia fazer.”
“Viver
em Espinho é como viver na Bahia. Cidade maravilhosa.”
“Entrar
em campo pelo SC Espinho e olhar para a bancada e para a claque desnorteados
transmitia-me uma força maior. Eram espectaculares no apoio à equipa.
Transmitiam-nos o que é ser SC Espinho.”
“Quando
termino a carreira convidaram-me para trabalhar na formação do SC Espinho por
ser uma referência do clube.”
“Permitiram-me
trabalhar da forma que sempre gostei e que incide em aprimorar os fundamentos
técnicos dos jogadores e na sua inclusão no plantel. O futebol é o maior
veículo de inclusão do mundo. Não há diferenças."
“Ainda
tenho ambição no futebol, mas até chegar uma oportunidade de outro nível vou
continuar a dedicar-me com a mesma paixão do primeiro dia.”
“Fiz
muitos amigos no futebol devido á minha maneira de ser. Dentro do campo nunca
me escondi. Desde muito novo que fui obrigado a impor-me nas equipas por onde
passei.”
Valença
Descreve
Valença
– Força
Salvador
da Bahia – Paraíso
Clube
do Coração – Galícia
Sentimento de atingir o patamar profissional no futebol - Realização do sonho do meu pai
Vinda
para Europa – Sonho
Ilha
da Madeira – Onde aprendi a jogar futebol
GD
Chaves – Profissionalismo
Cidade
de Chaves – Alegria
Cidade
de Espinho – Linda
SC
Espinho – Carinho e Amizade
Desnorteados
– Loucos por futebol e pelo SC Espinho
Pedro
Silva “Pepito” – Meu amigo no futebol
Joel
Alves – Irmão
Resende
– Vila de povo humilde e acolhedor
GD
Resende – Clube com potencial para crescer
Rui
Cardoso
























