Delfim Castro é, o treinador do FC Infesta. Findada que está uma época, a próxima na Divisão de Elite da AF Porto já mexe consigo. Natural daquela que é, a maior freguesia da Cidade do Porto, e que tem como figuras centrais o SC Salgueiros, o Polo Universitário e as festas de Arca D ´Água, Paranhos, foi, em Campanhã, no Bairro de Contumil que o descobriram para o futebol.
Nélito, velha glória salgueirista que foi também treinador dos escalões de formação percebeu, que o pé esquerdo de Delfim e a sua habilidade tinham algo diferente, numa altura onde as captações eram concorridas por centenas de jovens sonhadores com o mundo do futebol. Mas antes, a conquista do primeiro título nacional no escalão de infantis aos 10 anos no futsal, pelos maiatos do Clube Atlético de S. Gemil. É importante referir que conseguiu algo pouco comum, representar as seleções distritais de futsal e futebol da AF Porto.
Família salgueirista, vestiu a camisola da Alma até ao escalão sénior. Trabalhou com Carlos Manuel e Francisco Agatão para felicidade do seu maior seguidor, o seu pai. Devido ao serviço militar obrigatório seguiu para Elvas e, durante alguns meses alinhou por empréstimo no Clube Alentejano de Desportos, à época orientado por Lito Vidigal, tendo como companheiro de equipa o mítico Pedro Estrela.
Pelos clubes que se seguiram, SC Rio Tinto, CD Portosantense e UD Valonguense as coisas não correram bem, voltando a ser feliz a jogar nos distritais da AF Porto e AF Aveiro por SC Canidelo, Ermesinde SC (atual Ermesinde SC 1936), CF Serzedo, vencedor da primeira edição da Taça AF Porto em 2013/14, GD Águas Santas e CD Portugal, para dar o gosto ao seu filho de o ver jogar. No futebol aveirense Canedo FC e AC Cucujães foram os emblemas que defendeu.
Vive uma nova fase na sua vida desportiva, mais apaixonado pelo jogo e pelos desafios que a função técnica exige.
É com muito gosto, que o Futebol Português Online recebe o depoimento de Delfim Castro em discurso direto.
Muito Obrigado pela atenção e disponibilidade.
“Recebi proposta do FC Porto na formação, mas meti na cabeça que a ser profissional seria no SC Salgueiros.”
“Jogar na equipa principal do Salgueiros foi uma grande alegria que dei ao meu pai.”
“Tive a grande felicidade de trabalhar com o treinador Francisco Agatão. É um ser humano incrível. Com ele aprendi a valorizar a parte humana do atleta.”
“Fui treinar á experiência ao SC Canidelo porque queria jogar futebol. Fiz quatro épocas e as pessoas foram espectaculares."
“Ermesinde. É um clube que cativa os jogadores através da paixão dos seus adeptos. Ainda hoje tenho excelentes relações com as pessoas. Os adeptos valorizam os jogadores que se entregam de corpo e alma. Foi uma experiência fantástica."
“O Atlético Clube de Cucujães abriu-me as portas e acabei por jogar lá duas épocas com bom rendimento. As pessoas do clube e os adeptos reconheceram o meu esforço e a minha dedicação."
“Joguei os dois últimos anos no GD Aguas Santas e no CD Portugal para dar o gosto ao meu filho de me ver jogar. Defini esse objetivo e não deixei de jogar até o concretizar.”
“Sou um homem do futebol que enquanto jogador fui bem tratado em todos os clubes que representei.”
“Não estava á espera que a oportunidade para ser treinador principal surgisse tão cedo.”
"Fui treinado na formação do Salgueiros pelo mister Zé da Costa, que muitas vezes me dizia que no futuro ia ser treinar. Reconheceu o meu espírito de liderança."
“Estou focado no FC Infesta. Estamos a fazer um plantel com jogadores jovens de muito potencial. Queremos atingir o objectivo que é a manutenção, mas a pensar em lugares mais tranquilos.”
“ Ao longo da minha carreira aprendi com todos os treinadores, mas quem me transmitiu a paixão pelo treino foi o mister Filipe Ribeiro. O treinador que mais me marcou a todos os níveis.”
“Agradeço à minha família por todo o apoio ao longo do meu percurso futebolístico.”
Rui Cardoso

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